A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (2) a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), de 49 anos, para uma vaga de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).
Pacheco recebeu 404 votos favoráveis e 61 contrários. Com a aprovação nas duas Casas do Congresso, a indicação será promulgada e o senador deixará o Legislativo para assumir o cargo no tribunal.
Senado já havia aprovado indicação
A votação na Câmara aconteceu um dia depois de o Senado aprovar o nome de Pacheco. A análise ocorreu diretamente no plenário, sem passar pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).
A indicação foi articulada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que acelerou o processo após a abertura da vaga no TCU.
O posto ficou disponível depois que o ministro Bruno Dantas decidiu deixar antecipadamente o tribunal. Ele comunicou a renúncia na segunda-feira (31) ao presidente do TCU, Vital do Rêgo Filho, e permanece no cargo até o fim da semana.
Pacheco chegou a ser cotado para o STF
Antes de ser indicado ao TCU, Rodrigo Pacheco era defendido por Alcolumbre para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF), aberta com a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), porém, escolheu o advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga. O nome acabou rejeitado pelo Senado.
A derrota provocou um afastamento político entre Lula e Alcolumbre. O presidente teria avaliado que o senador atuou para dificultar a aprovação de Messias. Nas últimas semanas, entretanto, os dois retomaram o diálogo.
A reaproximação ocorre enquanto o governo tenta construir apoio no Congresso para projetos considerados prioritários em um ano eleitoral. Entre eles estão as propostas relacionadas ao fim da escala 6×1 e à segurança pública, além da medida provisória que trata do fim da chamada taxa das blusinhas.
Relator elogia trajetória de Pacheco
O relator da indicação, deputado Aécio Neves (PSDB-MG), defendeu a escolha do senador e afirmou que ele reúne as condições necessárias para ocupar uma posição de destaque na estrutura do Estado.
Segundo o deputado, Pacheco está apto, “portanto, a exercer não apenas o posto de Ministro do Tribunal de Contas da União, mas qualquer cargo no cume da cordilheira estatal que exija notório saber jurídico e administrativo, reputação ilibada, idoneidade moral inatacável e compromisso com a democracia”.
“O equilíbrio e moderação nata e notórias de Rodrigo Pacheco permitirão que o momento em que tantas inquietudes passam o país, ele será aberto ao diálogo, equilíbrio e moderação tão necessárias aos dias de hoje”, prosseguiu o relator.
Quem é Rodrigo Pacheco?
Advogado, Rodrigo Otávio Soares Pacheco é formado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.
Sua trajetória política começou na Câmara dos Deputados, onde representou Minas Gerais. Durante o período como deputado, chegou a comandar a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Em 2018, foi eleito senador e, dois anos depois, assumiu a presidência do Senado. Pacheco foi reconduzido ao comando da Casa para o biênio seguinte.
Durante sua passagem pela presidência do Legislativo, ganhou projeção como um político de perfil moderado e institucional, mantendo diálogo com integrantes dos três Poderes. Ao longo da carreira, passou por MDB, DEM, PSD e, posteriormente, PSB.
Seu nome também chegou a ser cogitado para disputar o governo de Minas Gerais, mas Pacheco desistiu da candidatura. O senador também indicou que pretende encerrar a trajetória na política eletiva ao fim do mandato no Senado.







