A confirmação de um caso de febre amarela em um primata não humano em Santo André, no Grande ABC, levou o Governo de São Paulo a intensificar medidas de vigilância e vacinação em cidades da região. A Secretaria Estadual da Saúde orienta que moradores que ainda não receberam a vacina procurem uma unidade básica de saúde para atualização da caderneta.
O caso foi divulgado no boletim epidemiológico do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), publicado nesta segunda-feira (25). Segundo a pasta, a identificação do vírus em macacos é considerada um importante sinal de alerta para circulação da doença em áreas de mata, parques e corredores ecológicos.
Em Santo André, a recomendação é que pessoas a partir de 6 meses sejam imunizadas. Crianças entre 6 e 8 meses podem receber a chamada “dose zero”, aplicada de forma preventiva, mas que não substitui as doses previstas no calendário oficial.
A vacinação também pode ser indicada para idosos acima de 60 anos, gestantes e mulheres que amamentam crianças de até 6 meses, desde que haja avaliação médica prévia.
A orientação se estende para outros municípios do Grande ABC, como São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. Nessas cidades, a estratégia é focada em pessoas a partir de 9 meses que ainda não foram vacinadas, possuem esquema vacinal incompleto ou frequentam áreas consideradas de risco.
A Secretaria Estadual da Saúde reforçou que a febre amarela não é transmitida de pessoa para pessoa nem de macacos para humanos. Os primatas atuam como sentinelas da circulação do vírus e ajudam as autoridades sanitárias a monitorar regiões com possibilidade de transmissão.
Neste ano, o estado de São Paulo já confirmou nove casos da doença em humanos, com cinco mortes registradas. Segundo o governo estadual, nenhuma das vítimas havia sido vacinada. Lagoinha concentra o maior número de ocorrências, com cinco casos e quatro óbitos. Também foram confirmados registros em Araçariguama, Cruzeiro e Cunha.
Entre os principais sintomas da febre amarela estão febre alta repentina, calafrios, dores intensas no corpo e na cabeça, náuseas, vômitos, fadiga e fraqueza. A transmissão acontece por meio da picada de mosquitos infectados.
A Secretaria da Saúde também orientou os municípios a facilitar o acesso à vacinação sem necessidade de agendamento e reforçar a busca ativa de moradores de áreas rurais, regiões próximas à mata, trabalhadores rurais e pessoas que viajam com frequência para locais de risco.
Outro alerta é voltado para pessoas que receberam a dose fracionada da vacina em 2018. Segundo a pasta, esse público deve procurar uma unidade de saúde para avaliar a necessidade de uma nova dose completa, especialmente em áreas com circulação confirmada do vírus.













